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11 de Dezembro de 2018

Como funcionou a política da tolerância zero

Geova Mendes, Advogado
Publicado por Geova Mendes
há 2 meses

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Provavelmente você já ouviu falar na política de tolerância zero, ela foi utilizada como meio de governo por Rudolf juliano, em Nova York, na época sua cidade vivia um verdadeiro caos, para reduzir o número de criminalidade, Rudolf resolveu punir drasticamente os crimes de menor potencial ofensivo como, pichadores, furtos de bagatela, crimes de dano, etc. criando uma espécie de polícia administrativa para punir os crimes.

A tolerância zero de Rudolf, teve como fundamento a teoria da janela quebrada, que consiste em evitar a prática de grandes delitos por meio da punição das pequenas infrações.

Esse tipo de medida de punição, é alvo de grandes críticas, em razão da seletividade da polícia e falsa sensação de resposta à criminalidade, uma vez que, reduz apenas a incidência dod crimes menores.

Loïc Wacquant em seu livro as prisões da miséria, crítica a forma de punição baseada na tolerância zero, para ele, a seletividade penal acaba punindo os pobres, demonstrando que o direito penal é preconceituoso atuando como uma forma de exclusão social, mas para que não fiquem visto como seletistas e perseguidores o Estado punem também os ricos, só que essa punição busca fazer de exemplo essa classe social e satisfazer a opinião pública, fingindo que o direito penal é para todos.

De fato a política de tolerância zero diminui a criminalidade de Nova York, contudo a polêmica está na forma que isso ocorreu, e se reduziu de fato reduziu a criminalidade ou só a incidência de crimes de menor potencial ofensivo.

Espero que você tenha gostado desse conteúdo, deixe seus comentários e para mais dúvidas entre em contato.

Forte abraço e sucesso.

2 Comentários

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Acredito que a tolerância zero deveria se aplicar aos crimes de estupro, homicídios e latrocínios, os quais jamais se devem aceitar qualquer desculpa ou justificativa para sua prática.

E aos crimes menores não usar de bagatela, uma vez que a impunidade de crimes pequenos os incentiva a continuar suas práticas, devendo ser punido independente do valor do bem (roubar um saco de pão) mas punir pela conduta proporcionalmente a gravidade do ato, mas nunca ficar como insignificante. continuar lendo

É justamente isso que o candidato a presidência Jair Bolsonaro deseja faze, estaremos a beira desse risco. continuar lendo